House of Leaves de Mark Z. Danielewski

Publicado em 2000, o romance de estreia do Autor norte-americano Mark Z. Danielewski é um daqueles que se pode definir como sendo verdadeiramente de culto. Os seus leitores depressa ficam hipnotizados com a narrativa gótica e complexa criada à volta de um documentário inexistente. À semelhança das personagens de House of Leaves, também não conseguem escapar a um certo sentimento obsessivo com a casa de Ash Tree Lane.

O tal documentário que parece não existir tem por título “The Navidson Records” e foi gravado por um fotojornalista vencedor de um Pulitzer de seu nome Will Navidson. Na tentativa de salvar o seu casamento, Navidson mudou-se com a família para a casa de Ash Tree Lane. Depressa, a esperança num recomeço se transforma numa desesperada procura. A casa de Ash Tree Lane não é o que parece desafiando lógica e física e Will faz o que sabe fazer melhor. Documenta a jornada da sua família. O resultado é tão assombroso que há quem lhe dedique teses, estudos, livros, etc.

O romance de Danielewski explora não só o conteúdo do próprio documentário, contando-nos a história dos Navidson, como igualmente tudo o que sobre o mesmo se escreveu, incluindo a história da personagem Zampanó, cuja morte ocorreu sob estranhas circunstância, e Johny Truant que será a bússola do leitor neste labiríntico livro.

House of Leaves é profundamente imaginativo, mas também bizarro. Não só na sua narrativa, mas também na forma como a mesma é exposta. Diálogos, infindáveis notas de rodapé, bibliografias, páginas com três ou quatro frases, rasuras, diferentes tipos de letra, cores e até gravuras. Este livro é um verdadeiro doce para amantes de design gráfico.

É também, não fosse o seu estilo gótico, assustador em vários momentos. O mistério à volta de Ash Tree Lane é denso e envolvente, mas esta não é uma história de terror. As personagens de House of Leaves são profundamente humanas sendo que os seus dramas pessoais, tão bem construídos, são, na minha opinião, a verdadeira trave mestra do romance.

Pelo meio, o leitor vai-se deliciando com a forma como o Autor satiriza intelectuais e académicos com sua necessidade de criar teorias à volta dos mais triviais acontecimentos. São mais de 700 páginas onde Danielewski desafia críticos e regras criando um livro que vai para lá de géneros ou construções pré-fabricadas. Porque não lhe dou 5 ⭐? Porque, apesar de lhe reconhecer genialidade, não terminei House of Leaves com a sensação que foi um livro para a vida.

Sinopse:

Years ago, when House of Leaves was first being passed around, it was nothing more than a badly bundled heap of paper, parts of which would occasionally surface on the Internet. No one could have anticipated the small but devoted following this terrifying story would soon command. Starting with an odd assortment of marginalized youth—musicians, tattoo artists, programmers, strippers, environmentalists, and adrenaline junkies—the book eventually made its way into the hands of older generations, who not only found themselves in those strangely arranged pages but also discovered a way back into the lives of their estranged children.

Now, for the first time, this astonishing novel is made available in book form, complete with the original colored words, vertical footnotes, and newly added second and third appendices.

The story remains unchanged, focusing on a young family that moves into a small home on Ash Tree Lane where they discover something is terribly wrong: their house is bigger on the inside than it is on the outside.

Of course, neither Pulitzer Prize-winning photojournalist Will Navidson nor his companion Karen Green was prepared to face the consequences of that impossibility, until the day their two little children wandered off and their voices eerily began to return another story—of creature darkness, of an ever-growing abyss behind a closet door, and of that unholy growl which soon enough would tear through their walls and consume all their dreams. 

Queres ler este livro? Podes comprá-lo aqui ou requisitar numa biblioteca perto de ti.

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